No último final de semana, a Royal Opera House apresentou em Londres a primeira ópera do mundo criada pelo Twitter (já falamos aqui sobre a iniciativa). O projeto, que começou no dia 3 de agosto, resultou em um concerto de 20 minutos, exibido ao público nos dias 4, 5 e 6 deste mês, no Festival de Deloitte Ignite.
A trama gira em torno de um triângulo amoroso, formado por dois homens e uma mulher. A história ainda envolve um gato falante, um sequestro e alguma bioquímica. Apesar do enredo um pouco caótico, o diretor John Lloyd Davies – responsável por selecionar os tweets e dar seguimento à obra – assegura que o resultado teve mais consistência do que o esperado. “Nós inserimos narração para ligar um pouco mais a trama. E eu acho que a música ajuda a juntar tudo isso, mesmo quando a história parece um pouco caótica”, disse.
A música da ópera foi composta por Helen Porter e Marc Teitler. A dupla teve somente dois dias para finalizar a obra. Para conferir um trecho do libreto, clique aqui.
Para assistir a um vídeo do ensaio da ópera, clique aqui.
A ópera composta pelo Twitter teve boa aceitação entre os usuários do serviço de microblogging que participaram do processo. Contudo, Helen Woods, que assistiu à primeira performance, achou que os tweets foram muito editados. “No fim, nada do que eu escrevi sobreviveu, exceto as ideias”, lamentou. Para ela, a versão final trazia sugestões de apenas uma parte dos que contribuíram. “A ópera de várias pessoas tornou-se uma ópera de poucas. Ainda assim, foi uma experiência interessante”, acrescentou.
Sobre a qualidade da obra, Davies diz que essa não era a maior preocupação. “A internet é uma grande oportunidade para alcançar uma maior audiência e para atenuar as associações com a palavra ‘ópera’, de modo que as pessoas vejam que esta pode ser uma forma de arte muito mais acessível”, avalia.
Com informações da Deutsche Welle.