Persépolis contra Ahmadinejad e o dia em que o Twitter baleiou

Post dois em um. Dois fatos da semana que chamam a atenção e mostram como o virtual afeta “mundo real”:

Persépolis 2.0: nova versão dos quadrinhos serve como protesto às eleições iranianas
O romance gráfico de Marjane Satrapi – famoso mundialmente depois da adaptação ao cinema – ganhou nova versão online para narrar a onda de protestos e violência surgida no Irã depois das eleições de 12 de junho. A versão é de autoria de Sina e Payman, dois filhos de iranianos que não querem se identificar por medo de represálias. Persépolis 2.0 é feita com imagens originais do romance de Satrapi adaptadas a novas falas e escritos relacionados à atual crise no Irã, em tom de crítica à Ahmadinejad e à violência empregada para reprimir os protestos – o caso da morte da jovem Neda, inclusive, encerra a HQ.

HQ conta os protestos no Irã depois da reeleição de Ahmadinejad - Reprodução

HQ conta os protestos no Irã depois da reeleição de Ahmadinejad - Reprodução

Persépolis 2.0 vem sendo adotada como mais uma forma de manifestação na web para mobilizar a comunidade internacional em torno da causa iraniana, um meio eficiente para burlar a forte censura instalada no país. Persépolis 2.0 pode ser lida em http://www.spreadpersepolis.com/.

Sobre o uso das mídias sociais nos protestos no Irã, confira também: Twitter e eleições no Irã – artigo.

Twitter fora do ar: o alvo de ataque seria um blogueiro da Geórgia
Na quinta-feira (06/08), o serviço de microblogging Twitter ficou algumas horas fora do ar – o suficiente para deixar desnorteados (e irritados) milhões de usuários no mundo todo. O Google e o Facebook também fora alvos da ação dos crackers, mas tiveram menos problema com o ataque. Passado o incômodo, a surpresa mesmo veio hoje: as notícias que correm o mundo são de que um único blogueiro da Geórgia seria o alvo do ataque que fez o Twitter baleiar – ficar fora de serviço, na gíria da internet.

O site Facebook confirmou hoje à BBC que o ataque pretendia atingir o blogueiro Cyxymu, um ativista pró-Geórgia. O objetivo dos crackers seria silenciar o blogueiro na véspera da data em que o conflito entre Rússia e Geórgia completa cinco anos.

Sobre a importância e a fragilidade do Twitter percebidas depois desse caso, vale a pena conferir o post do Tiago Dória.

[Giuliana de Toledo]

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