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Ciberativismo no topo dos assuntos discutidos no Twitter em 2009

Duas listas divulgadas nos últimos dias mostram no ranking dos assuntos mais discutidos no Twitter em 2009 celebridades, entretenimento, tecnologia e… ciberativismo. Na lista do site What The Trend, as eleições no Irã (episódio em que a ferramenta foi usada como forma de protesto e mobilização) estão em primeiro lugar. Já no Top Twitter Trends of 2009 publicado no blog oficial do serviço, os conflitos no Irã estão na primeira posição dos assuntos relacionados a notícias (nessa lista não há uma classificação geral, só por categorias, como se pode ver na imagem), e #iranelection está entre as hashtags mais usadas.

A gripe suína (swine flu, em inglês) e os conflitos na Faixa de Gaza também aparecem nas listas. O interessante dessas classificações é poder observar que assuntos importantes e decisivos no cenário internacional têm sido amplamente discutidos no Twitter e que essas discussões são capazes de produzir seus efeitos no mundo físico (ou será que os protestos no Irã teriam ido tão longe sem a mobilização via web?)

Em ambas as listas, também se destacam alguns nomes que não são novidade, como o do popstar Michael Jackson, que faleceu este ano, e a cantora Susan Boyle (finalista do concurso Britain’s got talent).

A Twitter Zeitgeist organizada pelo site What The Trend você confere aqui.

Para ver a lista completa do Top Twitter Trends of 2009, confira o quadro abaixo ou acesse o blog oficial do Twitter.

Lista dos tópicos mais discutidos no Twitter em 2009/ Divulgação

Posts relacionados: Twitter e eleições no Irã – artigo

Persépolis contra Ahmadinejad

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Internet para o Nobel da Paz


Depois do presidente americano Barack Obama, a internet para Prêmio Nobel da Paz? Pelo menos é o que pretende a campanha Internet for Peace (I4P), encabeçada pelo editor-chefe da versão italiana da revista Wired, Riccardo Luna. Além dele, apoiam o movimento Chris Anderson (editor da Wired americana e autor do best-seller A Cauda Longa), David Rowan (editor da Wired britânica), Shirin Ebadi (vencedora do Nobel da Paz de 2003) e Giorgio Armani (sim, o super estilista italiano também). Aqui no Brasil, a Revista Galileu já deu seu apoio ao movimento.

Embora o mais comum seja dar o prêmio a pessoas, pelo regulamento, entidades também podem ser indicadas, o que torna viável que a ideia vingue. O legal de um Nobel para a internet é que a vitória seria, de certa forma, distribuída entre todos os usuários do mundo inteiro. O reconhecimento da rede como meio de desenvolver o diálogo e possibilitar a liberdade de expressão em regimes opressivos (caso que pode muito bem ser observado no caso da eleições no Irã no início deste ano – clique aqui para ver o artigo postado aqui no blog) seria emblemático para substituir a visão tradicional de que a internet é, simplesmente, uma rede de computadores e, não, um meio de conectar pessoas dispostas a produzirem efeitos no “mundo real”. Justamente a filosofia que seguimos, desde o início, aqui no blog. 

Para participar, acesse o site da campanha e subscreva o abaixo-assinado que já conta com mais de três mil nomes. Também é possível ajudar a espalhar o movimento através da divulgação do logo, do banner e do vídeo do manifesto (veja abaixo, em inglês).

Dia Internacional contra a Corrupção: fiscalize políticos com ajuda da web

Na data em que se celebra o Dia Internacional contra a Corrupção*, vale destacar duas recém-criadas ferramentas da web que podem ajudar os brasileiros a exercerem a cidadania e fiscalizarem as ações dos políticos.

A nova rede social pretende fiscalizar gastos públicos/ Reprodução

Da sua Conta (http://www.dasuaconta.com.br/): é uma rede social construída através da plataforma Ning para acompanhar despesas públicas. A página possui blogs, fórum de discussão, grupos, vídeos e canal de denúncias. Apesar de recente (foi criada em setembro deste ano e lançada oficialmente ontem), a rede já tem mais de 550 membros. A iniciativa é de responsabilidade do Tribunal de Contas do Município do Ceará (TCM-CE) e da Fundação Demócrito Rocha.

O legal é que a rede também tem a preocupação de ser bastante didática: na sessão “Glossário“, por exemplo, pode-se encontrar uma explicação de termos frequentemente usados no noticiário de políticia, mas que nem sempre são compreendidos pela população. Para participar de “Da sua Conta”, basta criar um cadastro no Ning, o que pode ser feito clicando, na página principal, em “Registre-se“.

Portal oportuniza ao cidadão conhecer e opinar sobre Projetos de Lei/ Reprodução

Vote na Web (http://www.votenaweb.com.br/): como já falamos em outro post, este portal permite que qualquer pessoa dê seu voto para projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional e veja como votaram os políticos. O voto do internauta, claro, não conta oficialmente para a aprovação ou reprovação de uma lei em Brasília, mas é uma forma de ficar por dentro do que os parlamentares vêm discutindo, comparar o seu voto pessoal com dos seus representantes eleitos e, assim, descobrir (ou não) afinidades políticas.

A responsável pela administração do site é a empresa WebCitizen, que lançou o projeto durante o evento TEDx São Paulo, em novembro deste ano. Para participar, é preciso fazer criar um perfil na página do projeto.

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* A data é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, realizada em 09 de dezembro de 2003, na cidade mexicana de Mérida.

Com ajuda de internautas, Greenpeace estende banner na Esplanada dos Ministérios

Para exigir uma participação mais ativa do Governo brasileiro na Conferência do Clima, que começa hoje em Copenhague (Dinamarca), o Greenpeace estendeu, no dia 1º de dezembro, uma faixa de 9 mil metros quadrados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O banner, segundo a organização, é o maior já feito em 38 anos de Greenpeace. A ação foi financiada com a ajuda de internautas, que podiam comprar pequenos “pedaços” do banner a R$ 15 cada (leia o post que publicamos aqui).

Formada por 130 pedaços e pesando quase 1,5 tonelada, a faixa leva a seguinte mensagem ao presidente Lula: “Você pode fazer mais pelo clima: desmatamento zero; energias renováveis e proteção dos oceanos.” Veja, na galeria abaixo, fotos da manifestação publicadas pelo Greenpeace em sua página no Flickr:

Dez anos de ativismo digital

O caderno Link, do Estadão, preparou uma matéria especial em função do aniversário de uma década do episódio dos protestos em Seattle (Estados Unidos) contra a reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), comemorado ontem, dia 30 de novembro. O movimento é considerado pioneiro no uso de ferramentas da web para fins de mobilização: uma espécie de semente dos recentes protestos via Twitter nas eleições no Irã e dos relatos de abuso feitos por blogueiros de países em regime ditatorial em todo mundo.

Leitura mais do que recomendada. Abaixo, reproduzimos um trechinho:

“Existiu uma época – sem YouTube, Flickr, Wikipédia, blogs ou qualquer ferramenta de autopublicação – em que colocar seu relato na internet era muito mais um ato de protesto do que qualquer outra coisa. Uma época em que se buscava uma nova forma de comunicação, mais livre de intermediários. […] Ao menos 40 mil pessoas, entre elas ativistas, membros de ONGs, sindicalistas, ambientalistas e anarquistas, reunidos sob uma organização descentralizada chamada de Direct Action Network (DAN), tomaram as ruas do centro de Seattle e furaram o bloqueio em torno do local onde a reunião acontecia. A manifestação ficou conhecida como N30 ou a Batalha de Seattle.”

Clique aqui para ler na íntegra

Leia também a análise do professor Sílvio Mieli, da PUC-SP, sobre o episódio de Seattle e o ativismo digital praticado hoje

Portal é dedicado a campanha de doação de sangue

Portal foi criado especialmente para incentivar a doação de sangue/ Reprodução

Na linha de mobilizações solidárias através da internet, os portais Interney Blog e Inblogs criaram o site Doe mais que um clique. A ideia é estimular as pessoas a fazer mais do que “revoluções passivas sem sair da frente do computador”, como informa o texto da página. Conscientizar os internautas a ajudar pessoas em geral por meio de doações de todos os tipos é o principal objetivo.

Inicialmente a campanha está focada na doação de sangue, mas os criadores colocam o portal à disposição de ações sociais em geral. Na seção Participe, quem quer ser voluntário pode encontrar uma lista dos locais de doação em qualquer região do Brasil.

Para quem possui o próprio site, blog ou conta em rede social, o Doe mais que um clique disponibiliza banners e logos que podem ser incorporados nas páginas. O portal também possui perfil no Orkut e no Facebook, além de página no Twitter e no Flickr.

No vídeo abaixo, os criadores do site, Marcelo Vitorino (cofundador do Inblogs) e Edney Souza (idealizador do Interney Blogs), contam em clima descontraído como surgiu a ideia e registram sua doação.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

 

Leia também: Campanha de doação de sangue pelo Twitter

Portal “Vote na Web” aproxima cidadãos de discussões políticas

Portal oportuniza ao cidadão conhecer e opinar sobre Projetos de Lei/Reprodução

Como você agiria se pudesse votar nos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional? O recém-lançado portal Vote na Web permite que qualquer internauta dê a sua opinião sobre as propostas que estão na agenda de deputados e senadores.

Para participar, é preciso fazer um cadastro e criar o seu perfil. A partir daí, é só se informar bem sobre os projetos de lei e atribuir “sim” ou “não” às medidas. O sistema também faz o registro da votação oficial realizada pelos parlamentares. A ideia é que, a partir da comparação de suas preferências com a dos políticos, o cidadão consiga perceber mais claramente afinidades (ou divergências) com os seus representantes.

Vale destacar que os votos dos internautas não têm poder de determinar o resultado oficial das decisões do Congresso, são apenas índices de opinião – no máximo, podem se tornar uma espécie de termômetro para que os políticos avaliem como anda a popularidade das propostas. Da mesma forma, a criação do projeto é totalmente independente dos órgãos iniciais. A responsável pelo site é a WebCitizen, empresa privada que visa a aproximar cidadãos a partir da criação de uma ponte entre o mundo físico e o virtual.

Apesar de a proposta ser bacana, ela ainda é pouco conhecida – também porque o projeto é recente. O lançamento do site aconteceu no dia 14 de novembro, durante o TEDx São Paulo, evento que discutiu as novas ideias que o Brasil tem a oferecer em diversas áreas, como arte e tecnologia.

No entanto, a falta de uma página dedicada a explicar a finalidade do portal Vote na Web contribui para que os cidadãos – público-alvo da iniciativa – não tenham subsídios suficientes para compreender a ideia no todo. Até agora, o internauta só pode acessar as páginas dos Projetos de Lei, dos políticos, do arquivo de propostas votadas e do próprio perfil. A ausência de um texto explicativo acaba deixando dúvidas quanto ao funcionamento e o alcance da ação.